domingo, 29 de junho de 2008

Do tamanho do infinito (Vini DOS ANJOS)

Não preciso de sapatos nem meias

Não preciso de carro nem ônibus

Não quero nada melhor nem pior

Não preciso de comida nem bebida

Não quero mais nem menos

Não preciso de nada pra voar

Não preciso nem de dinheiro, nem de marcas..

...de heróis, de casas, de sonhos...

Não preciso de nada!

Tudo que preciso já tenho.


Não preciso continuar procurando a perfeição..

Eu também já a tenho.

Tenho céu, a lua, o mar

Tenho a terra, as ruas, as matas

Tenho atenção, carinho e atenção

Tenho marte, júpiter...

Tenho o sol

Tenho vida, família, saúde, minha metade, meu amor.


Hoje não preciso de nada, tenho tudo que preciso

Hoje eu só vivo de amor

Ando com amor. Me alimento de amor

Vivo de amor.

Amo pra viver e vivo pra amar!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Começo (Viní DOS ANJOS)


Quando parei para observar

Observei, e vi

Vi que nada deveria ser como é

Nada é tão bonito quanto nos livros e fotos

Quando observei, percebi,

Percebi que tudo ao meu redor não era como eu imaginava

Todos que me rodeavam mudavam

Quando percebi, estava em consciência.

Consciência essa que me tirou do romantismo e me fez sentir desejo

Tive o consciente desejo de experimentar sabores reais

Desejo de misturar sensações, cores com visões

Desejei que aquele transe se despertasse com um sonho

Notei, era tudo verdade, tudo não passava de mentiras

Quando parei para observar, ver, perceber, sentir, desejar e notar

Descobri um outro mundo

Perdi o medo de me mostrar, de tentar, inovar,

Deixei de ter medo, e uma pessoa sem medo faz coisa grandiosas

E foi essa minha primeira grande grandiosidades!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Cinza (Viní DOS ANJOS)


Uma morte rápida talvez seja a solução

Só assim para acabar com essa nostalgia

Uma morte rápida, mas brutal

Só assim para acabar com essas contradições


Uma morte onde sangue jorre,

Jorre pelos poros e faça-se bonita

Uma morte numa única cajadada, num único tiro

Onde soe feito barulho de fogos em comemoração


Uma morte que arranque pedaços

Pedaços grandes, com mordidas rápidas

Uma morte que doa e sirva de exemplo

Onde haja gritos desesperados da criatura


Só assim talvez possa-se acabar com toda essa confusão

Gerada por intrigas, e pequenos problemas

Que geram inimizades e fazem a vida ser chata, nostálgica e triste, cinza.

Tenho o que sou (Viní DOS ANJOS)


Sou um molambo velho e jogado

Sou um membro da família rejeitado

Sou um pedaço de papel cortado

Sou um passarinho no ninho, mal amado


Tenho um belo carro, parado

Tenho um par de tênis, rasgado

Tenho um pequeno coração, rachado

Tenho um sonho, desfigurado

E é isso o que faz de mim ser eu


O que tenho e levo:

Um par de botas velhas

Um coração, numa bolsa

Um sonho, nas mãos

E quilos e quilos de coragem!