segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um amor perdido (Viní DOS ANJOS)

Sentindo o gosto do barulho
E o cheiro do azedo
Sentindo o tato do medo
E ouvindo o borbulho

Misturando as sensações sem sentido
E não tendo mais percepção de espaço.
Misturando o sentimento amassado, sem compasso
E não sabendo mais se é dor ou saudade de te vivido

Tentando entender o aperto no peito
E fechando os olhos para não chorar
Ou disfarçando, esperando, a hora de desmoronar
Tentando entender a dor que parece estar apenas no leito

Aprendendo a esperar alguém partido
E fechando o coração, como se algo tivesse morrido
Ou disfarçando o medo de ser iludido
Aprendendo que dói, a dor de um amor perdido.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Nós sempre somos sós (Viní DOS ANJOS)

Nas horas de alegria
Nas horas de tristeza
Em todas as horas que parecemos ser completos
Sempre estamos um pouco sós
Sós com todos ao redor
Sós com nós mesmos
Tão sós que em algum momento de reflexão não sabemos nem quem somos nós
Tão sós que nem sempre existe nós
Mas meu amor me faz teu
Teu amor te faz minha
E o nosso amor, quando a sós, nos transforma em nós
Nas horas de alegria
E nas horas de tristeza

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Primeiras letras

Esta noite fria, me esquento de amor e de vontade de cantar
Doente de saudade, tenho vontade de chorar
Uma musica de Djavan... ai que vontade de ligar
Amando, cantando e lembrando tenho vontade de beijar
Roendo as unhas e pensando nas horas tenho vontade de gritar
Doente de paixão tenho vontade de falar
Amando e cantando tenho vontade de amar e amar

segunda-feira, 11 de maio de 2009

sem título (Viní DOS ANJOS)

Um dia comum...
Com começo...
Com final...
Um dia normal, com café da manhã, almoço e jantar
Um dia como qualquer outro, com despertar e deitar
Um dia como qualquer dia que possa ser considerado normal.
Seria bem comum se não fosse esse incomum:
- O telefone tocou.E uma voz sussurrou...
Sussurrou tão incomumente que fez o dia começar de novo.
Fez esquecer de comer, de acordar, de terminar....
O telefone tocou tão incomuntente e uma voz sussurrou tão diferentemente
Um verdadeiro e intenso: “eu te amo”
Um “eu te amo” tão incomum, tão verdadeiro, tão diferente
Que o dia parou... um dia incomum de amor!

terça-feira, 10 de março de 2009

8 linhas (Viní DOS ANJOS)


Me corto quando tenho dor
sangro quando tenho ódio
mordo quando tenho raiva
cuspo quando tenho nojo
vomito quando tenho enjôo
desanimo quando tenho saudades
mato quando tenho ciúmes
e morro de amor.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Feliz (Viní DOS ANJOS)

Sai iluminando tudo de dentro do que é escuro
Passando por cima de tudo que é mal
Atravessando paredes e pulando muro
Transformando tudo num simples dia normal

Mas como poder descrever?
Como poder juntar palavras e explicar
Mostrar isso que eu não consigo nem ver
É mais que um simples amor, é mais que amar

É mais que o sol que clareia a manhã
É mais que uma praia que sussurra a vida
É mais do que uma mente sã
É muito mais que uma simples rima entre descrever e ver

É mais do que rimar a vida que aqui só é uma palavra
Mas como poder te contar o que palavras não escrevem? Não decifram
Como é que eu posso rimar e escrever e perder tempo tentando explicar?
Como é que eu posso te dizer, se eu só sei sentir e sentir?
E é isso que eu sinto, essa inexplicável sensação de viver e estar perto de quem eu amo
Sem perder tempo como explicações, com escuridão, com dificuldades
Eu aprendi a sentir e não sinto mais nada de mal.
Só sei ser feliz agora. E AMAR!