sábado, 26 de abril de 2008

Um gole de café (Viní DOS ANJOS)


Uma xícara de café, aprecio gole a gole
Perco-me em pensamentos, olhando pro vago
Meu corpo parece retorcido, parece que sangro
Penso em certas dúvidas, escolhas certas,
Em certas tristezas, pessoas que se foram hoje, certas.
Acordo quase de um transe de sanidade
E me pergunto o q estava fazendo ali.
Tomo outro gole, e volto a olhar pro nada ,
Parece tão apetitosa aquela escuridão depois da porta
Parece tão dóceis aqueles monstros que se formam no embaço da minha visão embaçada por lagrimas q me fazem lembrar de coisas monstruosas e dóceis...
O barulho do relógio me lembra de enxugar as lagrimas q molham a tolha de mesa,
o barulho do caminhão q passa me lembra q a vida continua...
Ponho a mão na xícara e não sinto mais a quentura,
Caio-me a pensar novamente na realidade,
Sinto que o tempo esta passando, que esta voando, e tem gente me esperando!
Sinto tudo fluir, sinto meu coração bater, sinto meu sangue frio jorrando
Não sinto os pulsos cortados, nem vontade de junta-los...
A xícara se esvazia, assim como a mente, a alma volta, as lagrimas cessam...
Tenho medo de ir deitar, dormi,
Tenho medo que aqueles monstros voltem nos meu sonhos, não tão dóceis como pareciam ser
Voltem agressivos e assustadores como na noite anterior.
Enquanto os pensamentos reaparecem aos poucos, preparo outra xícara de café,
Ponho-me a pensar como seria bom se a vida fosse infinita e que a dor e o sofrimento fossem mortais e simples como tomar um gole de café.

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