terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma bebida, uma noite e umas verdades


Sua imagem formidável desperta comigo

Feito quimera que transpõem saudade

Assim penso em você até com maldade

Despertando de manhã e querendo ser mais que amigo


Acostumei-me com apenas um sorriso pedindo piedade

Imaginando casos , querendo fazer do teu peito abrigo

Amando seu ar de felicidade que vai dos pés ao umbigo

Declarando versos e querendo te ter de verdade


Assim passei meus dias devagar

Implorando e inventando maneiras de te amar

Fitando teu corpo e desejando fazer essa noite mais comprida


Olhe, agora, para o horizonte e imagine

Quanto amor você esta perdendo, cometendo um crime

Imagina que podemos continuar além desse soneto e construir uma vida...

sábado, 19 de junho de 2010

Convite

Lá fora a noite é fria, chuvosa e sem luar.
Cá dentro o meu coração treme a pensar:
Se tivesse lua, era noite de amar,
Ou se fosse dia era dia de cantar.

Meu coração cambaleia e se afunda em melancolia
Pensando que se fosse paixão ela teria telefonado logo de dia
Que se fosse apenas aventura nenhum sentimento aparecer deveria...
Ou se não fosse nada o destino nem nos encontrado teria.

Afundo-me a imaginar e beber
Achando tudo apenas uma louca e nós nada tínhamos haver.
Tragando e remoendo as gotas finas da chuva que parecer algo querer dizer
Algo do tipo: "você e ela tem muito a se dizer".

Então meu coração da uma parada!
Reflete que a lua não tem tanta importância e que não importa se é noite ou dia
E já nem sinto as horas vendo no céu a imensidão.

O telefone toca, apesar de já ser madrugada.
Aquele tremor e expectativa pairam no meio da minha cabeça, agora, vazia
Meu coração treme a pensar: "Meu Deus, o que eu sinto é paixão!".

Corro e levo o aparelho ao ouvido, o mesmo que ouvia a chuva de antes.
Uma voz linda e suave diz: "Meu amor, o infinito é de onde venho a trotes galopantes.
Aonde estou é hora de amar, de se despir e curtir a noite fria e aconchegante
Que segue a chamar-nos que somos dois amantes".