Lá
fora a noite é fria, chuvosa e sem luar.
Cá
dentro o meu coração treme a pensar:
Se
tivesse lua, era noite de amar,
Ou
se fosse dia era dia de cantar.
Meu
coração cambaleia e se afunda em melancolia
Pensando
que se fosse paixão ela teria telefonado logo de dia
Que
se fosse apenas aventura nenhum sentimento aparecer deveria...
Ou
se não fosse nada o destino nem nos encontrado teria.
Afundo-me
a imaginar e beber
Achando
tudo apenas uma louca e nós nada tínhamos haver.
Tragando
e remoendo as gotas finas da chuva que parecer algo querer dizer
Algo
do tipo: "você e ela tem muito a se dizer".
Então
meu coração da uma parada!
Reflete
que a lua não tem tanta importância e que não importa se é noite ou dia
E
já nem sinto as horas vendo no céu a imensidão.
O
telefone toca, apesar de já ser madrugada.
Aquele
tremor e expectativa pairam no meio da minha cabeça, agora, vazia
Meu
coração treme a pensar: "Meu Deus, o que eu sinto é paixão!".
Corro
e levo o aparelho ao ouvido, o mesmo que ouvia a chuva de antes.
Uma
voz linda e suave diz: "Meu amor, o infinito é de onde venho a trotes
galopantes.
Aonde
estou é hora de amar, de se despir e curtir a noite fria e aconchegante
Que
segue a chamar-nos que somos dois amantes".
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