sábado, 19 de junho de 2010

Convite

Lá fora a noite é fria, chuvosa e sem luar.
Cá dentro o meu coração treme a pensar:
Se tivesse lua, era noite de amar,
Ou se fosse dia era dia de cantar.

Meu coração cambaleia e se afunda em melancolia
Pensando que se fosse paixão ela teria telefonado logo de dia
Que se fosse apenas aventura nenhum sentimento aparecer deveria...
Ou se não fosse nada o destino nem nos encontrado teria.

Afundo-me a imaginar e beber
Achando tudo apenas uma louca e nós nada tínhamos haver.
Tragando e remoendo as gotas finas da chuva que parecer algo querer dizer
Algo do tipo: "você e ela tem muito a se dizer".

Então meu coração da uma parada!
Reflete que a lua não tem tanta importância e que não importa se é noite ou dia
E já nem sinto as horas vendo no céu a imensidão.

O telefone toca, apesar de já ser madrugada.
Aquele tremor e expectativa pairam no meio da minha cabeça, agora, vazia
Meu coração treme a pensar: "Meu Deus, o que eu sinto é paixão!".

Corro e levo o aparelho ao ouvido, o mesmo que ouvia a chuva de antes.
Uma voz linda e suave diz: "Meu amor, o infinito é de onde venho a trotes galopantes.
Aonde estou é hora de amar, de se despir e curtir a noite fria e aconchegante
Que segue a chamar-nos que somos dois amantes".

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